O Procon – Órgão de Defesa do Consumidor de Ribeirão Preto – ligado à Secretaria de Assistência Social, concluiu na última segunda-feira, 08/03, uma pesquisa de preços dos produtos mais consumidos durante a Semana Santa e a Páscoa. A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 8/03, avaliou 96 itens, entre eles pescada, vinhos, chocolates e azeites. A variação de preços analisada em cinco hipermercados da cidade apontou que o preço dos vinhos pode variar em até 61% de um estabelecimento para outro. A pescada, por sua vez, pode chegar até a uma diferença de preço de até 53%. Já os chocolates podem ser encontrados com uma diferença que varia de 25% a 69%, e o azeite pode ter uma diferença de até 51% de um estabelecimento para outro.
Para José Luiz Pontim, coordenador do Procon, os preços retratam um mercado bastante diversificado em produtos, espécies e marcas, mas o consumidor deve estar atento a qualidade e aos preços indicados nas gôndolas. Em caso de dúvida, a orientação é recorrer à consulta de preços no leitor ótico ou pedir ajuda de um funcionário do estabelecimento. Caso haja diferença entre o preço da gôndola e do leito ótico, vale o menor preço. “Estamos orientando o consumidor a nunca comprar por impulso. É preciso que ele pesquise preço a preço, produto por produto, marca a marca, com calma, e que ele esteja sempre atento a qualidade, data de validade, embalagem, entre outros quesitos importantes”, orienta Pontim.
Antes de adquirir qualquer produto, o Procon salienta ainda que os consumidores devem observar, além do preço, as condições de higiene do local, que também deve ser protegido contra insetos, bem como a forma com que os produtos são armazenados e acondicionados. O peixe, por exemplo, deve estar com as guelras vermelhas, os olhos salientes e brilhantes, e o corpo deve estar rijo e as escamas não devem se desprender com facilidade. “O consumidor precisa prestar atenção para não comprar peixe com odor forte e desagradável”, diz Pontim. “O bacalhau avermelhado indica estar em processo de deterioração; a temperatura dos balcões frigoríficos deve ser de -8°C, e, portanto, umidade e acúmulo de água demonstram temperatura incorreta”, enfatiza o coordenador.
O Procon também alerta o consumidor a não manusear excessivamente os alimentos congelados nas gôndolas para não que não descongelem. A dica é deixar os congelados sempre para o final das compras.
Outra tarefa importante feita pelo consumidor é exigir sempre a nota fiscal. Vale ressaltar que o Procon/RP não se responsabiliza pela qualidade dos produtos nem pela alteração dos preços pesquisados, uma vez que pode acontecer remarcações para maior ou menor valor.