O Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) iniciou nesta quarta-feira, dia 17, a drenagem das piscinas do complexo clube Splash Parque, visando acabar com os criadouros do mosquito Aedes Aegpty, transmissor da dengue e da febre amarela, já que no local havia muita água parada devido ao abandono do empreendimento. O serviço da administração municipal ocorre a partir de uma autorização, emitida na última terça-feira, para que funcionários da prefeitura façam a drenagem das piscinas e diques subterrâneos no clube Splash Parque, para evitar a proliferação de criadouros do mosquito transmissor da dengue.
A liminar foi concedida pelo juiz Júlio César Spaladore, da 1ª Vara da Fazenda Pública, e ainda prevê a cobertura de todas as bocas tubulares com concreto. Nesta primeira etapa, segundo Emílio Gerhardt, projetista e chefe da Divisão de Captação, Adução e Distribuição de Água do Daerp, foi instalado um conjunto de moto bombas na casa de máquinas. O equipamento, de acordo com ele, começou a drenar as águas existentes nas piscinas. Elas estão sendo direcionadas para as galerias pluviais que vão lançar as águas no Córrego Limeira, em Bonfim Paulista.
Emilio Gerhardt informa ainda que o Daerp está fornecendo uma equipe de trabalhadores composta de seis funcionários, além de um gerador e um equipamento de bombas, para a retirada de toda a água parada no clube. Depois deste trabalho, a Secretaria de Infraestrutura irá tampar os buracos existentes no local para não acumular mais água e a Secretaria da Saúde deverá pulverizar a área para combater os mosquitos.
A Prefeitura já havia feito o pedido à Justiça para intervir na área, já que desde 2008 o clube está abandonado. Com a liminar, tudo que for gasto para fazer essa limpeza poderá ser cobrado posteriormente dos donos do terreno.
Localizado na rodovia que liga Ribeirão a Bonfim Paulista, o Splash Park se tornou um criadouro gigante do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Todas as piscinas e casas de máquinas do local estavam repletas da água parada e suja. O clube ocupa uma área de 113.740 metros quadrados e foi interditado judicialmente em 2008 por despejar água, em grande quantidade, em uma propriedade rural que fica do outro lado da rodovia. Na época, os funcionários do parque foram impedidos de limpar as piscinas, que ainda tinham água para evitar a rachadura dos azulejos.
Em setembro de 2008, a Justiça exigiu o esvaziamento das piscinas para atender a uma solicitação da Secretaria da Saúde de Ribeirão, mas nada foi feito até a intervenção da Prefeitura, nesta quarta-feira.
O Splash Parque fica na zona Leste, área que concentra 1.304 casos confirmados de dengue na cidade e é a segunda região com mais casos da doença. A região fica atrás apenas da zona Sul, que até esta terça-feira tinha 1.380 confirmações de dengue.