A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, e a secretária da Cultura, Adriana Silva, recepcionaram nesta terça-feira, dia 1º, representantes do BNDES.
Eles vieram conhecer projeto que transforma Cianê em espaço de cultura.
Na busca de recursos para o desenvolvimento social e cultural da cidade, a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, e a secretária da Cultura, Adriana Silva, receberam na tarde desta terça-feira, 1º de fevereiro, o gerente de Patrimônio Histórico e Acervos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eduardo Afonso Mendes e Viviane Cardoso, que estiveram no município para conhecer o projeto de restauração do prédio da antiga fábrica de tecido Matarazzo, (Cianê).
A visita dos diretores do BNDES e dos representantes da ONG AS, de Campinas, Geraldo Culhari e Marcos Tognon, especialistas em apoio a projetos de cultura, foi motivada porque em novembro do ano passado, a Secretaria Municipal da Cultura entregou proposta à instituição financeira visando o restauro e ocupação da antiga fábrica, o que necessitaria de recursos da ordem de R$ 9 milhões.
Durante o encontro, no gabinete da prefeita Dárcy Vera, a secretária da Cultura, Adriana Silva, explicou que a proposta consiste na instalação, em uma área de aproximadamente 40 mil metros, do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto, MIS (Museu da Imagem e do Som), Fundação Instituto do Livro, Biblioteca Pública Municipal Guilherme de Almeida, Centro de Formação e Casa do Turismo de Ribeirão Preto, conforme acordado em TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado pela Prefeitura Municipal e a Promotoria do município.
A área destinada para a Prefeitura inclui três galpões de interesse histórico e cultural que deverão ser restaurados, preservados e tombados por ato administrativo.
O acordo prevê ainda, que parte de um dos galpões deverá abrigar o Arquivo Público e Histórico Pero Vaz Caminha.
A visita do Eduardo Mendes demonstra que o nosso projeto chamou a atenção do banco. E a vinda deles aqui para conhecer o projeto da Cianê já é positivo. Essa iniciativa vai transformar a cidade seja na área administrativa, atendendo aos arquivos da administração, como também trabalhar no fomento as atividades de cultura nos seus mais diversos segmentos, destacou Adriana Silva.
A prefeita Dárcy Vera pediu que Eduardo Mendes estude a próxima fase do projeto com carinho.
A conquista dos recursos para viabilizar o projeto seria um presente para a cidade. Queremos promover, cada dia mais, a cultura para os nossos cidadãos. Agradeço a vinda de vocês que nos indica que estamos no caminho certo ao recuperar um imóvel importante para a memória da cidade como os galpões das Ciane, num dos bairros mais tradicionais de Ribeirão, que é o Campos Elíseos, completou a prefeita ao agradecê-los pela atenção com o projeto.
Eduardo Mendes, do BNDES, elogiou a iniciativa do projeto porque resgata a cultura e a memória de uma época de desenvolvimento da cidade.
O projeto segue agora para uma pré-analise. E gradativamente vamos pedindo complementos se houver necessidade, acrescentou ele, afirmando que a iniciativa tem um trâmite burocrático. A equipe também conheceu as dependências da Casa da Cultura, Arquivo Municipal, Theatro Pedro II e Studio Kaiser.
Conheça o projeto
Galpão1: Espaço a ser destinado para um memorial da Fábrica de Tecido Matarazzo, Espaço a ser destinado à Associação de Moradores do Bairro Campos Elíseos e Web Café, loja de suvenir, recepção.
Galpão2: Espaço a ser destinado ao centro de formação com a possibilidade de cursos relacionados ao universo cultural, gráficos, design, arquivista, editor, weber.
Galpão3: Espaço a ser destinado para a Secretaria da Cultura para implantação do: Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto; Fundação Instituto do Livro de Ribeirão Preto e Biblioteca Municipal Guilherme de Almeida Prado.
Galpão 4: MIS – Museu da Imagem e do Som.
Memória e História da cidade: Os galpões remanescentes do complexo industrial Matarazzo guardam boa parte das lembranças dos moradores dos bairros Campos Elíseos e Ipiranga. O fluxo de pessoas e mercadorias deixou marcas profundas na constituição destes bairros. Famílias instalaram-se perto da fábrica, ruas foram abertas, escolas fundadas.
A economia ribeirão-pretana sofreu um impacto considerável com a instalação da tecelagem, gerando emprego e diversificando a economia local. Em novembro de 1981, já com apenas 600 funcionários, a Matarazzo foi à falência. O complexo foi adquirido pela Companhia Nacional de Estamparia (CIANÊ), que teve vida curta, indo à falência em 1994.